“Ainda informe, Eu te amei”

Poucas coisas tocam na santidade da vida humana mais do que a prática do aborto.

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Mãe segura o ultrassom do filho. (Photo by Edward Cisneros on Unsplash)

Ameaças à vida humana incluem o aborto, a eutanásia e ainda muitas novas formas de biotecnologias como (e.g., células estaminais).

Todavia, contrariamente aos ensinamentos bíblicos, existem “cristãos” defensores da legalização do aborto! Um dos argumentos: “Legalizar o aborto é preservar a vida”.

Contraditoriamente, os “cristãos” pró-aborto querem preservar a vida, mas somente da mãe, a criança no ventre, que ironicamente é o individuo mais frágil e digno de proteção deve ser descartado, morto, como justificativa, o denominam de “aglomerado de células”.

Cientificamente é incorreto afirmar que um zigoto, embrião humano ou feto, não é um ser humano por encontrar-se em uma fase mais prematura do que uma criança.

Quando um espermatozoide humano penetra um óvulo humano, geralmente na porção superior da trompa de Falópio, uma nova entidade passa a existir. Zigoto é o nome da primeira célula formada na concepção (1).

A composição genética do zigoto, é única em si mesma, diferente da de qualquer outro humano que já existiu, incluindo a de sua mãe. Esse ADN inclui um design completo e complexo, que não orienta apenas o desenvolvimento inicial, mas também os atributos hereditários que aparecerão na infância e na idade adulta.

Um “aglomerado de células”, chamado João Batista saltou de alegria no ventre de Isabel ao reconhecer o Messias, outro “aglomerado de células” ainda no ventre de Maria: “Ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre, e Isabel foi cheia do Espírito Santo” (Lc 1: 41). Isto demonstra a personalidade de João, ainda no ventre.

No Salmo 139, o salmista reconhece, de forma poética, que o Senhor o formou, “Tu me teceste no seio da minha mãe”. Deus é magnifico na vida humana, até mesmo antes do nascimento. Na gestação Deus, observa, e opera, o desenvolvimento da criança ainda no útero, é um período divinamente planejado.

Jeremias relata, em primeiro pessoa, o chamado que recebeu de Deus para ser um profeta no meio do seu povo (Jr 1: 5). O texto diz apenas no ventre, mas a ideia de se tratar do ventre materno é obvia. Ressalta-se que o verbo hebraico traduzido como “formá-lo” é o mesmo que descreve a ação de Deus de “formar” ou “criar” o homem do pó da terra (Gn 2.7). Era algo previamente preparando e determinando pelo Senhor.

De facto, a bíblia considera claramente o nascituro um ser humano, digno de proteção.

Se necessário for resumi a visão bíblica sobre o aborto em poucas palavras, resumimos em: “Não matarás” (Êx 20:13).

O aborto não defende ninguém, só destrói. Quanto mais se entende o aborto, mais se percebe que é anti-humano, anti vida, anti mulher e principalmente anti evangelho.

O desejo de ajudar o outro não podem justificar o sacrifício da vida de qualquer ser humano.

A mulher que está sofrendo com uma gravidez indesejada não precisa de sacrificar a vida do filho, necessita de cuidado. A bíblia exorta o cristão a compadecer daqueles que sofrem e a “chorar com aqueles que choram” (Rm 12:15).

Logo se desejamos ajudar mulheres que veem a morte da criança como alívio ao desespero momentâneo, precisamos de nos colocar próximos a elas, aprender a ouvi-las e com amor, ensiná-las que acima das aflições terrenas, está o valor de cada vida humana.

1 – Marjorie A. England, “O que é um embrião?” em Life Before Birth, Marjorie A. England (Londres: Mosby-Wolfe, 1996).

FONTE: GOSPEL PRIME