‘Publicar novas charges de Maomé é extremamente estúpido’, diz EI

0
971

A rádio da organização jihadista Estado Islâmico (EI) considerou nesta quarta-feira (14) extremamente estúpida a publicação de novas caricaturas de Maomé no jornal satírico francês “Charlie Hebdo”, alvo de um sangrento atentado na semana passada em Paris.

“A Charlie Hebdo publicou novamente caricaturas que ofendem o profeta e isso é um ato extremamente estúpido”, estimou a rádio Al-Bayan do EI, que controla territórios extensos no Iraque e na Síria.

Em um vídeo publicado no domingo (11), Amedy Coulibaly, morto pela polícia após manter reféns em um mercado judeu de Paris,reivindica o ataque que tirou a vida de uma policial na quinta-feira (8) em Montrouge e alegando ser membro do Estado Islâmico.

“Eu me reporto ao califa dos muçulmanos Abu Bakr al-Baghdadi, o califa Ibrahim”, afirma Coulibaly, que está vestido com um traje muçulmano, um keffieh, e tem atrás dele uma bandeira negra. “Eu jurei fidelidade ao califa desde a declaração do califado”, afirma.

“Chegamos de forma sincronizada para sair ao mesmo tempo”, diz o homem, referindo-se aos irmão Kouachi, que atacaram o jornal “Charlie Hebdo”, onde mataram 12 pessoas no dia 7. Em seguida, ele justifica esses ataques apresentados como uma resposta aos “ataques contra o califado”.

Al-Qaeda reivindica

Também nesta quarta, a Al-Qaeda do Iêmen reivindicou responsabilidade pelos ataques terroristas realizados em Paris na semana passada como vingança pelo insulto contra o profeta Maomé. A declaração consta em um vídeo divulgado pelo grupo.

Na mensagem, a organização terrorista diz que os autores dos ataques foram direcionados para o jornal “Charlie Hebdo”, que já havia publicado diversas charges do profeta Maomé. O atentado deixou 12 mortos no jornal. Outras cinco pessoas morreram em outros dois casos em Paris.

“Em relação à batalha de Paris, nós, a Organização da Al-Qaeda e da Jihad na Península Arábica, reivindicamos responsabilidade por essa operação como uma vingança pelo mensageiro de Deus”, disse Nasser bin Ali al-Ansi, da Al-Qaeda na Península Arábica (AQPA), na gravação.

“Os heróis foram recrutados e agiram”, declarou no vídeo publicado em um site islamita.

 

Fonte: G1